23 de mar de 2010

Design Gráfico

Design Gráfico

"Design Gráfico é a estrutura da comunicação, através da qual as mensagens - o que o mundo é, agora, e o que gostaríamos que ele fosse -  nos chega dessa forma.
Os designers têm uma responsabilidade enorme, são as pessoas que colocam suas conexões em nossas cabeças. A vida do designer é uma vida de luta: luta contra a feiúra. Como um médico luta contra a doença. Para nós, há uma doença visual em nosso entorno, e o que tentamos fazer é curar esta doença com design."

"A década de 50 é um período interessante no desenvolvimento do design gráfico. Naqule período do pós-guerra, após o horror e o cataclisma da segunda guerra mundial, há um real sentimento de idealismo entre alguns designers, muito aliás, em todo mundo, certamente na Europa, que o design é parte da necessidade de reconstrução para reconstruir, para tornar as coisas mais abertas, fazê-la acontecer mais tranquilamente, serem mais democráticas. Havia um senso real de responsabilidade social entre os designers. É neste período que os primeiros experimentos do movimento moderno começaram a ser esquematizados, racionalizados, codificados,  e ocorre a emergência do chamado estilo tipográfico internacional ou estilo suíço. E os designers suíços dos anos 50 é que levaram isto adiante."

"A chegada do computador Facilitou muito a vida dos designers, porque podemos acelerar nosso trabalho, fazê-lo muito melhor, especialmente as camadas que podemos trazer para o trabalho. Era um problema utilizar mais que dois ou três layers nos anos 60. Era preciso fazer em fotografia, havia uma série de técnicas malucas, e trabalhar num cartaz demorava dias. E agora, em meia hora você já tem as suas idéias e pode testar alternativas, e então fazer uma boa escolha.  Mas nem sempre se faz um melhor design com um computador, mas você pode acelerar enormemente o seu trabalho."

22 de nov de 2009

Minha inspiração

Uma adaptação do texto "What Every Aspiring Photographer Should Know" escrito pela fotógrafa Cheryl Jacobs Nicolai e traduzido por Carlos Eduardo dos Santos:


O que todo aspirante a designer deveria saber


As pessoas me perguntam todo o tempo, durante workshops, em e-mails, em mensagens particulares, que conselho eu daria para um aspirante a designer. Aqui vai a resposta:


- Estilo é uma voz, não uma ação ou um suporte. Se você puder comprá-lo, pegar emprestado, baixá-lo da interne, ou roubá-lo, ele não é um estilo. Não procure seu estilo no exterior, olhe para dentro de si mesmo.


- Conheça as suas coisas. Sorte é uma coisa boa, mas uma coisa terrível na qual se apoiar. É como o dinheiro; você só o tem quando não precisa dele.


- Nunca peça desculpas pelo seu próprio senso de beleza. Ninguém pode lhe dizer o que você deve amar. Faça o que você faz sem pudores e sem pedir desculpas. Você não pode construir seu senso de estética baseado em um consenso.

- Diga não. Diga várias vezes. Pode ser difícil, mas você deve isso a si mesmo e a seus clientes. Dispense trabalhos que não combinem com você. Diga não ao excesso de trabalho. Você não tem valor para ninguém quando está estressado e ansioso.


- Aprenda a dizer “Eu sou um designer” bem alto, de cara limpa. Se não puder dizê-lo e acreditar nisso, não espere que as outras pessoas acreditem também.

- Você não pode se especializar em tudo.

- Você não tem que se envolver com alguns negócios só porque as pessoas dizem que você deveria! E você não tem que trabalhar horário integral e ganhar um salário de um executivo para ser bem sucedido. Se decidir que quer entrar para o negócio, estabeleça os seus limites antes de começar.

- Conheça o seu estilo antes de colocar as mangas de fora. Se você não fizer isso, seus clientes vão ditar o seu estilo pra você. Isso fará de você nada mais do que um carregador de papeis. Mudar o seu estilo mais tarde o forçará a começar tudo de novo, e isso é muito difícil.


- Aceite as críticas, mas não as aplique cegamente. Só porque alguém diz que é, não quer dizer que seja. Críticas são opiniões, nada além disso. Considere o conselho, considere a perspectiva de quem o aconselha, considere o seu estilo e aquilo que você quer transmitir com o seu trabalho. Coloque em prática somente o que fizer sentido implementar. Isso não faz de você uma pessoa ingrata, faz com que você seja independente.


- Deixe espaço para que você possa crescer e se desenvolver. Pode parecer ser uma boa idéia chamar o seu negócio de “casinha de bonecas”... Mas o que acontece quando decidir que você ama trabalhos de pessoas mais velhas?
- Lembre-se de que se seu trabalho se parecer com o trabalho das outras pessoas, não haverá motivos para que um cliente te escolha ao invés de escolher os outros. A não ser que você cobre barato, e ninguém quer ficar conhecido como “o designer barato”.

- Marketing e propaganda vão e vem, mas designer honesto e bem feito nunca fica fora de moda.

- É mais fácil se focar na compra de equipamentos ultra avançados do que aceitar que você deveria ser capaz de criar grandes trabalhos com aquilo que tem nas mãos. Comprar coisas é uma distração cara e conveniente. Até que você aprenda a trabalhar com as ferramentas que você tem de forma apropriada e consistente, não gaste mais nenhum centavo. Gaste dinheiro com equipamentos somente quando você superar o seu equipamento atual e esteja sendo limitado por ele. Não existem fórmulas mágicas.


- Lembre que trabalho com pessoas é sobre as pessoas, e não design. Grandes produtos são o subproduto de uma forte relação humana.

- Nunca se esquece porque entrou para o ramo de design em primeiro lugar. Excelente técnica é uma grande ferramenta, mas um péssimo produto final. A melhor coisa que sua técnica pode fazer é não chamar atenção para si própria. Nunca deixe sua técnica sobrepor-se ao seu tema.

- Nunca compare sua jornada com a de outras pessoas. Está é uma maratona sem linha de chegada. Uma outra pessoa pode começar mais depressa que você, pode parecer progredir mais rapidamente, mas cada corredor tem o seu próprio ritmo. Sua jornada é sua jornada, não uma competição. Você nunca vai “chegar”. Ninguém nunca chega.

 
- Aceite a frustração de braços abertos. Ela te impulsiona a aprender e a crescer, expanda os seus horizontes e acenda uma chama sob você, quando seu trabalho tenha se esfriado. Nada é mais perigoso para um artista do que a complacência.